Uma vitória por números excessivos atribuiu mais três pontos ao Candal que, desta forma, manteve a liderança da Série 1 do Campeonato Distrital de Juvenis, perante um Padroense que nunca virou a cara à luta.

Ricardo Alves Rodrigues
ricardo.rodrigues@onortedesportivo.com
A goleada até faz transparecer facilidades, mas na verdade os comandados de João Carvalho tiveram uma postura e uma atitude nobre, perante um antagonista mais forte.
Por seu turno, os candalenses, mais maduros e com outra rodagem – defrontavam a equipa B do Padroense, uma vez que a principal disputa os Nacionais –, entraram com a missão de resolver o mais rapidamente o encontro a seu favor. Construíram boas ocasiões para inaugurar o marcador, mas só acabariam por materializar o domínio aos 16 minutos com o golo de Fábio Teixeira.
Reagiu, e muito bem, o Padroense que, volvidos poucos minutos, beneficiou de um castigo máximo, mas não concretizou. A partir daqui, a formação de Matosinhos sentiu o «toque» – tratam-se de elementos de 1.º ano no escalão de juvenis – e quem se aproveitou foi o Candal para elevar o «score» para 2-0, por intermédio de Bertinho – um dos melhores em campo.
Para a etapa complementar, o rendimento de ambos os contendores decaiu de produção, mas o Padroense, sem nada a perder, entrou com vontade de se aproximar da baliza de João Adão, mas sem efeitos ofensivos.
Ainda assim, pelo futebol jogado, a equipa de Padrão da Légua pode e deve estar numa situação bem mais confortável na tabela classificativa que não o antepenúltimo posto da Série 1 do Distrital de Juvenis.
O avolumar do resultado aconteceu naturalmente com destaque para Bertinho na direita que fez, em alguns momentos, «gato sapato» da defensiva matosinhense. Em dois lances individuais na ala-direita «ofereceu» de bandeja os golos a Miguel e Bruno respectivamente terceiro e quarto tento dos candalenses.
Pelo que fez a formação de Padrão da Légua, o resultado é bastante pesado, perante um adversário bem mais maduro.
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JORGE GONÇALVES
VAMOS LUTAR PELA 2.ª FASE
O professor gostou da atitude do seu conjunto e elogiou a postura do adversário, para quem a “classificação não condiz com o real valor do Padroense”.
O técnico gaiense garante que o Candal vai lutar este ano pela presença na Fase Final, aquela que dá acesso aos Nacionais, mas admite que o Campeonato é extremamente competitivo: “Trata-se de uma prova equilibrada e isso está patente nos resultados nivelados. Já nos estamos a aproximar do fim da primeira volta e assumo que vamos tentar chegar à Fase final, porque temos valor para tal objectivo. No entanto, há muitas equipas com capacidades para lutar por essa meta”.
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JOÃO CARVALHO
POSTURA DIGNA NÃO MERECIA GOLEADA
Apesar da derrota da sua equipa, João carvalho, técnico do Padroense, ficou satisfeito com a postura dos seus pupilos diante do líder: “A vitória do Candal não está em causa, mas os números são severos tendo em conta o que fizemos neste jogo. O que mais valorizo desta derrota é a postura digna com que nos batemos. Temos uma equipa jovem, mas ambiciosa e que vai, certamente, subir na tabela. Não se deve esquecer que esta equipa é praticamente de primeiro ano”.
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Ficha
Candal
João Adão; Filipe, Tiago (Oliveira, aos 73 minutos), Barradas e Mariani; Ruben, Bertinho, Fábio Almeida (Bruno, 73) e Gil; Fábio Teixeira e Miguel.
Treinador: Jorge Gonçalves
Padroense
Hugo; Tiago, Alexandre, Filipe e Miguel; Sebastian (Sérgio Pinto, 70), Pedro, Pedro Pinto (Jefferson, 38) e Tiago Valente (Hugo Santos, 73); Renato e Abel.
Treinador: João Carvalho
Árbitro: José Carlos Pena. Jogo no Complexo Rei Ramiro, em Gaia. Ao intervalo: 2-0. Marcadores: Fábio Almeida (16), Bertinho (25), Miguel (68) e Bruno (80). Cartões amarelos: João Adão (20), Gil (25) e Sebastian (26).

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